domingo, 10 de novembro de 2013

De volta ao meu jardim virtual

Oi meu querido blog! Meu lindo jardim, de perfumadas lavandas, minhas prediletas! Quanto tempo e quanta saudade! Quanta mudança... vou tentar aos poucos ir limpando este jardim, tentar ir tirando as ervas daninhas e do mato que tomaram conta daqui e ver se minhas lavandas continuam bem.

Três anos depois da ùltima postagem, volto a escrever. Reli as que estavam nos rascunhos e as publiquei. Por pura saudade. Sò me lembrando de como minha vida era boa e do tamanho do meu sonho... por que serà que acordei?

De Paris fui pra Londres, até agora não entendi bem o que aconteceu na época: Jean-Michel infeliz no trabalho, decidiu ir tentar a vida em Londres. Achava que là eu tbém poderia trabalhar. Que ele poderia ganhar melhor. Eu, com uma filha pra criar, aceitei descontente, mas esperançosa que as coisas melhorariam para ele... chegando em Londres em março de 2011, o caldo começou a engrossar. Três meses morando de favor na casa de amigos, em junho daquele ano, finalmente nos mudamos para nosso apê alugado, na feia parte londrina chamada Elephant & Castle. Melhor do que alugar os outros, mas longe do que eu gostaria. Começei então a trabalhar, a deixar a Sofia com babà, eu e o JM nos distanciamos, distanciamos, distanciamos.... tanto, que nos perdemos. Cansada de ficar sempre sozinha, longe da familia e com poucos amigos (os que nos hospedaram acabaram ficando longe de nòs), me rendi. Decidi voltar para o Brasil, precisava de ajuda, de colo e de carinho.

Foi uma volta difìcil, uma decisão dolorosa.... tudo que eu tinha sonhado pra mim estava desabando ali mesmo: a vida de casada, o sonho de aprender francês e patisserie e de morar em Paris (ainda tinha esperanças de uma volta), criar minha filha com pai e mãe juntos... puff, desapareceu.

Se eu pudesse voltar no tempo, teria tentado consertar as coisas antes de Londres. Não teria ido morar em Londres. Teria tentado convencê-lo a ficar na França, teria incentivado-o mais, teria ido à terapia de casal, sei là, teria tentado "harder". Se adiantaria? Não sei, não tentei.

Enfim, foi o destino, foi o que fizemos ou deixamos de fazer que resultou no que resultou.

Hoje estou aqui, de volta ao Brasil (desde janeiro de 2012), criando minha filha longe do pai, com ajuda da minha familia, é claro, mas também sozinha. Trabalhei na minha àrea por um ano, não deu mto certo. Agora estudo pra fazer concurso publico, com chance de ter melhor salàrio do que na iniciativa privada, se eu passar, claro.

Estar na casa dos pais é bom, tem suas vantagens, mas sinto falta do meu canto, do meu jeito, das minhas coisas, da minha casa... onde é? Não sei. Voltar ao que era, não dà mais. As coisas se quebram e não são mais as mesmas, mas as pessoas continuam as mesmas, mesmos defeitos, mesmas manias, mesmo tudo. Sò muda quem quer. Voltar ao que era antes, não... não serà igual.

Quem sabe o tempo vai curar, vai me direcionar, vai me fazer entender que a vida é assim, às vezes desanda, às vezes dà errado, às vezes magoa e deixa feridas.

Meu Jardim de lavandas, vou cuidar melhor desse canto. Escrevendo eu organizo melhor minhas ideias, reflito, penso, penso, penso... Depois eu mudo là o que estava escrito "sobre mim", no inicio do blog. Vou resolvendo isso aos poucos, pois gostava demais daquele começo.


Nosso hotel, na Gare du Lyon / Cafe da manha (dentro do saco rosa, um melao comprado na feira)


OBS: Minha chegada em Paris, março de 2009, para uma aventura que mudaria minha vida para sempre!

Publico pela recordação.

Post escrito em 12/03/2009.







Os criticos x os apaticos

A Gripe A chegou aqui na França. Ja tinha estado antes, por conta de alguns turistas e viajantes que estiveram nos lugares primeiramente infectados, mas como na época o verão estava chegando, ela não chegou a ficar assim, de mala e cuia. So que agora o inverno ta chegando, e a maldita veio de vez.
Eh engraçado ver como as coisas se desenrolam nos lugares. Como as reações das pessoas são diferentes, o modo de pensar, agir, levar as coisas... Quando essa gripe estourou no Brasil, foi um aue, acompanhei pela internet, pela tv brasileira (record), pelos relatos da familia, amigos... foi um caos, não foi? Era um povão nos hospitais, pessoas morrendo, todos correndo perigo. E a vacina que não tinha sido "inventada" ainda.
Bom, ai a gripe chega aqui na França, junto com a vacina, que em poucos meses foi desenvolvida e por isso chegou causando o maior aue também.
Mas nem de longe os "aues" são da mesma categoria: no Brasil foi a gritaria pelo socorro, pelo descaso, pelo despreparo, pelo susto, pela ignorancia e patetice geral. Aqui, foi pelo fato de que, franceses são muito criticos e exigem uma explicação melhor sobre tudo, principalmente sobre o que se tenta enfiar por suas goelas abaixo. Não, eles não deixam. Reclamam mesmo e tudo foi questionado: a vacina é segura? foi devidamente testada? havera consequencias futuras para a saude? por que o governo comprou tantas doses (me parece que a principio se pensava que seriam 2 doses por pessoa)? e se o governo pensou que seriam 2 doses por pessoa, no principio não haveria doses pra todos (do tipo: não sei se vou tomar, mas se eu quiser, vai ter vacina pra mim?) por que? por que? por que? Os franceses não devem nunca ter saido da fase do "por que", aquela que as crianças de certa idade tem... e apesar de terem ficado com fama de chatonildos, no fundo estão mais certos que os brasileiros, que pouco questionam e neste caso da vacina, se ela chegasse no tempo do estouro da epidemia no Brasil, todos iriam correndo tomar, principalmente se alguém dissesse na TV que era 100% segura (mesmo que no chute) e se mencionassem que seria de "graça" também.
Agora os animos estão mais calmos por aqui, depois de varias explicações terem sido dadas pelo governo, médicos e pesquisadores, muitos debates foram abertos na televisão e o povo começou a tomar uma decisão. Ainda hà muitas dùvidas, é dificil tomar uma posição, mas percebi nisso tudo que hà uma grande diferença entre franceses e brasileiros: os primeiros são mais criticos e os segundos, mais apaticos. Isso falando no geral, pq é lògico que tem brasileiro questionador e francês tanso também. Eu digo isso pelo que vejo, pela minha percepção das coisas e pelo que converso com as pessoas - brasileiros principalmente - que estão aqui ha mais tempo e compartilham da minha opinião.

PS: Eu ja recebi meu "bon de vaccinacion", mas a principio não quero tomar, prefiro ainda esperar e conversar com a medica que vem acompanhando minha gravidez dar a opinião dela em nossa proxima consulta, mas estou mais inclinada a não me vacinar mesmo.

OBS: Post escrito em 2009. O assunto jà é ultrapassado, mas... fiquei com vontade de publicar mesmo assim, de recordar aquele tempo.

Escolhas

Oi! Faz um tempinho que não escrevo, mas hoje gostaria de falar sobre umas coisas que estão acontecendo.
Eu e meu marido estamos morando aqui no Brasil desde 2006, quando voltamos de Londres, eu após uma temporada de 3 anos e ele, para começar uma vida nova aqui, depois de 13 anos na Europa.
Nestes 2 anos que cá estamos, a adaptação não tem sido fácil. Para mim, tudo bem, sei como é viver no Brasil, com todas as dificuldades - principalmente financeiras - mas adoro morar aqui, acho mais ensolarado, mais perto da família, mais feliz. Aqui me sinto em casa, mesmo. E isso não tem preço. Mas acontece que não estou mais sozinha - sorte minha, adoro estar casada - e preciso pensar nele também. Como é difícil para um estrangeiro começar a vida por aqui. Especialmente em Floripa, minha cidade, tão linda e ao mesmo tempo tão danada. Acho que o que dizem por aí, que esta é a cidade das bruxas, pode ser verdade mesmo. Ô terrinha! Mas reconheço que talvez tenha idealizado um pouco, talvez tenha criado espectativas demais para este primeiro momento, achado que planejando, tudo teria muita chance de dar certo. Planejar é sempre bom, claro, mas e o plano B? Esqueci que se as coisas não corressem exatamente como pensei, teria que ter este escape traçado. O fato é que na vida nem sempre é fácil prever todas as possibilidades. E acho também que se adaptar é alguma coisa inerente ao ser humano, assim como pensar e mudar de idéia... então se não tínhamos como alcançar a saída principal, não faz mal, a gente sempre acha um jeito, uma segunda porta, claro. Não há nada que não se ajeite, nada sem solução - as coisas mudam.
Desse modo, achamos que deveríamos voltar para a Europa por mais um tempo. Meu marido fará um curso na área dele, para se aperfeiçoar, trabalhar ganhando mais e eu vou junto. Vamos para a França, se tudo correr bem e vou aproveitar para aprender francês. Sinto em deixar minha vida aqui, minha família, o apartamento que montamos, minhas coisas novinhas, mas faz parte. Falei no post anterior sobre o peso de ter muitas coisas, mas me referia ao que fosse demais, além, desnecessário. As coisas que juntamos ao longo da vida são importantes, sim. Nossa casa, as coisas que fazem nossa vida melhor, mais fácil, mais aconchegante. Senão também viveríamos uma vida demasiadamente descartável, onde tudo pode ser trocado, jogado fora, subtituído. Não é bem assim... Mas, enfim, não posso levar minha geladeira nova, meu fogão nem a máquina de lavar, tudo novo. Vou pensar no que será melhor fazer.
Também tenho meu trabalho, na empresa da família, que não será fácil deixar por vários motivos: primeiro, porque é minha também, apesar de ter muitas responsabilidades, tenho também algumas regalias. Depois porque é pequena, não é fácil apenas colocar outra pessoa em meu lugar, não porque eu seja insubstituível, mas porque acarreta em vários outros pontos complicadinhos... Não será fácil!
E há o fato de que eu gosto de mudar. Hoje em dia estou bem mais calma, mas há algum tempo atrás eu era muito inquieta. A gente vai amadurecendo. Ficar, esperar, rotina, ter paciência, isso tudo faz parte do processo de construir alguma coisa, acredito. Enquanto sou jovem, tudo bem, vou e volto, recomeço, mas e depois? Tem o lado prático da vida que não se pode deixar de lado, temos que morar, comer, ir ao médico, nos vestir, etc... e para tudo isso precisamos de dinheiro, né? Não quero trabalhar aos 70 anos, coisa comum pra muita gente. Então tenho que pensar lá na frente também.
Ainda temos tempo, a hora é agora, então vamos tentar! A decisão foi tomada, a idéia está sendo digerida dia a dia, as consequências, bem, temos tentado prevê-las. Estou feliz e triste ao mesmo tempo, mas certa de que a vida é isso mesmo, feita de escolhas. Até!

OBS: Post originalmente escrito em 13/06/2008, antes da mudança para a França, lugar onde fui muito feliz!

Salada de frutas em tom pastel

Outro dia resolvi fazer uma salada de frutas. Sei que isso nem é assunto pra post, coisa mais sem graça de se falar, mas preciso dividir com vcs...
Eu tinha comprado umas laranjas, umas maçãs vermelho-rosa pink, que pareciam deliciosas, uma manga rosa-amarelada e um melão do tipo orange. Tudo muito lindo por fora!
Comecei picando o melão, depois a laranja, então descasquei a manga.... susto! Alguém aí já viu uma manga branca por dentro? Pois é, minha gente, isso existe! Achei que estava estragada, mas provei um pedaço e com algum custo senti um gosto de manga. Sim, estava ok. O gosto estava proporcional à cor. Lembrei até de uma gelatina de morango transparente que comi uma vez quando eu era pequena. Fiquei tão frustrada que cheguei a mandar uma carta pro fabricante para saber como eles tinham fabricado uma coisa daquelas, de morango e sem cor! Foi a mesma sensação com a manga pálida.
Em seguida, parti para a maçã... bom, vejam as fotos da minha salada de frutas em tom pastel:

Olha a manga branca aí, gente!




Maçãs de frente... e verso, o que foi que houve com elas??? Não estavam podres não, apenas meio, sei la, abatidas?


Salada de frutas em tom pastel. O colorido é reflexo do meu jogo americano, este sim, super tropical!


Saudade de uma salada de frutas de verdade...

Bisous e a bientôt!

OBS: Este post foi escrito em 2009/2010, não sei ao certo, mas eu ainda morava na França. Não publiquei não sei porque, na época... Mas publico agora, cheia de saudades daquele tempo... 

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Julie & Julia

Anteontem vi um filme que eu jà estava hà horas pra assistir: Julie and Julia.
Ele é baseado em 2 històrias verìdicas, a vida de Julia Child e de Julie Powell. A primeira é uma americana desengonçada que foi morar na França e virou chef e a segunda, uma americana mais bonitinha que era secretària e amava cozinhar. Embora nunca tenham se encontrado, suas vidas estavam ligadas por uma paixão: a cozinha!
O que eu admiro nas duas, além de saberem cozinhar, o que pra mim é uma arte, é a coragem! Coragem de seguir um sonho, de procurar uma realização, de acreditarem nelas mesmas. Elas enfrentaram obstàculos, Julia na França frequentando a escola "Le Cordon Bleu", em classes supostamente sò para "homens/profissionais"... ela não se intimidou, foi là e passou na frente deles, simplesmente porque gostava do que fazia e acreditava nela. Escreveu um livro que a principio recebeu muitos nãos de vàrias editoras até ser publicado e virar um sucesso. Dizem que ela mudou a història: ensinou aos americanos a arte de cozinhar. "The Mastering of French Cooking" é agora meu pedido de presente de Natal! Jami-iiii...
A Julie também não fica para tràs: aborrecida com seu trabalho, ela chegava em casa e tinha momentos de alegria cozinhando pratos deliciosos que o marido adorava. Gostava de escrever, e resolveu escrever um blog. O tema seria algo que gostasse de fazer, então decidiu que faria todas as receitas do livro de Julia, no periodo de um ano. Foi là e fez!
Tudo isso para mim é inspiração! Julie and Julia, virei fã de vcs!

sábado, 28 de agosto de 2010

Grand Pique-Nique et Concert de la Rentrée

Saint-Denis é um lugar legal! Muito mal falado, sim, mas é legal, sabe? È onde moro e apesar de sempre notar um ar assim meio preconceituoso proveniente dos outros quando eu digo que moro aqui, eu aprendi a gostar. Quando chegamos (ano passado), até um cão de guarda pensamos em comprar, do tipo rotweiller pra cima, mas pensamos melhor e vimos que um studio de 38m² não seria o lugar ideal para tal. No entanto, dissemos sim a um reforço de ferro anti-ladrão para nossa porta de entrada que saiu bem carinho. Tudo isso por conta da propaganda que tinham feito pra nòs sobre Saint Denis! Humpf!

O caso é que tomando as devidas precauções, estamos muito bem por aqui, obrigada. E hoje foi um dia desses pra provar que SD é legas mesmo: aconteceu o "Grand Pique-Nique et Concert de la Rentrée"! O evento comemorava a "rentrée", ou seja, a volta às aulas, jà que agora é que as férias de verão dos franceses acabaram. Também comemorava o "Cinquantenaire des indépendances des pays africains". Nossa patotinha composta por mim, Jami e a petite Sofia foi là dar um "conferes" no evento armado em frente à Basilique: um palco, vàrias mesinhas com toalhas coloridas, cadeiras e o povo saintdeniense jà se aprochegando. Primeiro fomos ao Carrefour, e é claro que nossos vizinhos todos (praticamente) também tiveram a mesma idéia. Depois de enfrentar o trânsito de carrinhos de supermercado, de bebê e aqueles de feira, conseguimos sair do super com um singelo saco de batatinhas, e um refri pra cada. Pra Sofia jà tinha um pote de compota de frutas trazido de casa (e eu, é claro, a leiteirinha 24 horas sempre fresquinha, hehe!)

Jà sentadinhos à uma das mesas, esperamos o inìcio das festividades. E o povo foi chegando. E chegando... e chegando. Cada grupo trazia uma cesta farta de pic-nic. Até que um desses grupos sentou-se junto à nòs e foram colocando seus quitutes pra fora: omelete, torta salgada, queijo brie, baguete, vinho, sobremesas, copos e pratos.... olharam pra nòs e disseram: "vcs sò trouxeram batatinhas?" Pois é, o pic nic era coisa profi. Os tontos éramos nòs! Nisso tudo, um dj animava a festa com um som super cool. A atração principal iria começar mais tarde: Manu Dibango, um jazzista jòia que infelizmente atrasou-se para o concerto e nòs, com criança pequena à tiracolo, não pudemos esperar... dommage!!! Mas ficamos felizes mesmo assim e ainda ganhamos um potinho de mel feito sabe aonde???? Ha-ha, em Saint Denis, é claro! Nos telhados das casas dos "dyonisiens" (que é como é chamado o povo saintdeniense), rola uma apicultura de primeira, vê sò! Diz que là em Paris (nossa prima chic) tbém cultiva-se mel nos telhados... agora, potinho de graça no "grand picnic", sò aqui!!!

Bisous e à bientôt!

Fotos do dia:
1) nòs
2) Jami e Soso
3) o palco
4) a basilique



sábado, 3 de abril de 2010

Maternidade

Depois de ter passado por um parto delicado (modo gentil de dizer) aqui na França, cheguei em casa com minha petite nos braços e corpo extremamente dolorido. Ali entendi porque as pessoas usam a expressão "foi um parto", quando querem enfatizar que algo foi muito dificil de acontecer. O meu foi assim.

Como ilustre desconhecida na maternidade publica em que pari, eles seguiram todo o protocolo para poder "ticar" a lista das exigências, sem exceção, talvez assim o hospital preencheria suas estatìsticas adequadamente: parto induzido-tic, contrações agonizantes-tic, tentativa de parto normal-tic, forceps-tic, e por ai foi, até chegar numa cesàrea de urgência. Não pude chamar ninguém que eu conhecesse, nem minha bem-relacionada mãe pode estar presente nessa hora pra dar uma de Dona Bentinha e dizer "chama jà o Dr. Nazareno que esta menina vai fazer uma cesarea agora". Sò meu marido, mais perdido que cego em tiroteio, estava por perto, coitado, e tentava entender (em vão, pq vou dizer, os homens nem imaginam o que é esse evento na vida de uma mulher) um pouco o que acontecia, em meio à muitas pausas para diversos cigarros. Não tive escolha e assim mta gente tbém não tem. Me senti como se fosse mais um dado para essa estatistica.

Mas no meio daquilo tudo, eu tonta, furada, cortada e exausta, ouvi finalmente um chorinho bem fininho, mais parecia um gatinho, era ela, Sofia, estava bem, tinha nascido, que emoção! Depois de um tempinho, vejo um rostinho minusculo com enormes olhinhos negros me olhando, uma touquinha na cabeça, enrolada em cobertas hospitalares, minha princesinha! Ali me apaixonei!
................

Pois então, quase 5 meses depois desta experiência tão marcante, consigo postar alguma coisa aqui! O principal motivo é mesmo a falta de tempo, quem tem bebê e cuida da casa sozinha sabe bem disso! E também um certo trauma de voltar à esse assunto... Tenho amigas que me disseram que saìram da maternidade jà com vontade de ter outro, enquanto eu sò pensava "como é que o mundo é tão povoado assim, gente? mistério pra mim... sò o que sei é que nunca mais volto aqui!!!"
Sofia està linda, grande e saudàvel e é incrìvel como a nossa vida muda mesmo (quem tem filho tbém deve saber disso, principalmente as novas-mães). Agora minhas aventuras por Paris e arredores são outras, sempre empurrando um carrinho de bebê, às vezes mega pesado com algumas compras de supermercado junto, outras vezes voando pelas ruas ao som de um choro ansioso por uma boa mamada... aiai, é, a vida muda!!! Horas de caminhada explorando novos lugares são coisas do passado! Quem sabe no futuro, quando ela estiver maiorzinha, vai tomar gosto e me acompanhar?
Bem, de todo modo, espero escrever mais! Não é uma promessa, mas... uma vontade. Se eu conseguir juntà-la com tempo, talvez saia alguma coisa!
Bisous et à bientôt!Essa sou eu, no comeciiiinho das contrações hiper doloridas.
E essa é a Sofia, minutos depois de nascer!

*** Tudo valeu a pena!!!***

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Reveillon na França??? Affff

Queridos amigos, se algum dia vcs tiverem vontade de passar um reveillon diferente, num outro pais e pensarem assim "Ai, como seria chic passar o reveillon em Paris..." por favor, reflitam bem...
A cidade das pessoas mais murrinhas que ja conheci (com exceção de alguns conhecidos e amigos franceses) não faz mto esforço nem tem a menor graça nesta festa. Alias, festa é o que não tem.
A Torre Eiffel me parece que foi iluminada, sem fogos, sem musica. O Le Monde traz hoje a manchete: "Os votos dos politicos na internet" (votos de ano-novo), quer coisa mais sem graça? O Le Figaro, esta: "Uma noite de Saint-Sylvestre bem calma". O resto dos jornais, nem olhei.
O que rola por aqui são festas particulares e um bando de gente na rua pra la e pra ca. Neste contexto, escolhi ir à uma festa na casa da minha amiga Karina, ela e a flatmate Yula bem que capricharam nos quitutes e no decor, reuniram mais outros amigos e estava feita a noite. Paramos em frente a tv e computador 4 vezes: primeiro para celebrar o ano-novo da Australia, havia uma mocinha de la presente na festa, depois foi a virada da Russia, para Yula e seus amigos russos, seguido pela França e às 3 da manha, com todos pra la de Bagdà (inclusive eu, com bolhas de coca-cola e agua com gas "porraqui"), o do Brasil, de longe o mais animado! O pessoal da festa tbém era gente-boa, mas nada se compara a comemorar esta data com as pessoas mais queridas, familia, amigos... mesmo que seja em casa, comemorando com cidra. E não tem jeito, depois de muitos reveillons perto do mar, estar longe dele nesta hora é o "ò"! Eh como a falta que o sol diario me faz, eles são imprecindiveis pra mim!
De todo modo estou feliz por ter saude e minha filhinha na barriga, tadinha, ficou acordada até tarde, mas hoje eu e ela ja descansamos bastante. Ano que vem, Floripa, aì vamos nòssss!!!
Feliz Ano Novo pra todos!!!
Saude, paz, alegrias, amor, realizações!!!
Beijos e até!

PS: a foto acima é da Beira-Mar Norte, em Floripa (foto de Diego Redel, para o DC)

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Exercicios de paciência


Viver na França não é tarefa facil. Ja disse aqui mil vezes que Paris é linda, outros lugares que visitei no pais também são, ja falei da rica arquitetura, da importante historia, da comida... tudo isso é legal, mas viver aqui é estar em constante adaptação e em treinamento de paciência continuo. Falo isso - em parte - porque cheguei ha pouco tempo, não estou "integrada" ainda e a lingua também é uma barreira à transpor - isso tudo dificulta o dia a dia - mas em parte porque é a verdade mesmo.
Para aqueles que tem vontade de vir pra ca, iniciações em ioga, meditação e outros procedimentos zen seriam de grande valia, pois essas coisas ajudam o individuo a levar as coisas de modo mais tranquilo e... paciente.
Então, provando minha teoria, seguem alguns exemplos de acontecimentos que demandaram paciência por aqui:

- fui fazer um ultrassom 3D para ver meu bebe, no meio da sessão perguntei ao médico: em que posição meu bebe està, dentro da minha barriga? Queria saber se ela estava atravessada, de cabeça pra baixo, etc... A resposta foi: "essa informação não posso dar". Eu perguntei: "por que?" E ele: "porque no pacote q vc comprou, não incluia esta informação, apenas imagens da ultrassonografia gravadas num pendrive e também saber o sexo do bebê". ... Exercicio de paciência nro 1: tente entender o que se passa na cabeça de um ser desses, mas com vontade! Me senti num filme de espionagem, qdo o informante diz: "esta informação lhe custarà tantos dolares". Haha! Bom, no fim acho que ele se sentiu um tanto ridiculo (so pode) de modo que pegou uma boneca do tipo bebezinho e me mostrou como meu neném estava. Mas bem rapidinho.

- passei numa feira (alias, isso ja aconteceu em mais de uma feira) e vi lindas bergamotas, conhecidas aqui por "clementines", pensei: "vou levar algumas". Então entrei na loja, peguei um dos sacos e ao lado do feirante começei a escolher as minhas, não esquecendo, claro, do "bonjour" ao rapaz junto com um pequeno sorriso. Logo em seguida, levei uma bronca! "Madame, vc não pode escolher, eu escolho!" E como o saco ja continha algumas, ele perguntou: "qtas mais vc quer?" Levei alguns segundos pra responder, não havia me programado para: comer 2 hoje, amanhã terei vontade de comer mais umas 3, somando com essas, humm, vejamos, quero mais 3! Não, 2! Foi então que disse: "mais 3" e o bocò as adicionou ao meu pacote. ... Exercicio de paciência nro 2: compreenda que deve haver alguma razão pra essa atitude, reflita e quem sabe se chegue à alguma conclusão. Chegando ao caixa, vi que as que ele havia adicionado estavam meio podres, então deixei uma na cesta dos alhos e outra junto às cebolas. So por desaforo!

- minha amiga Karina é uma moça formada em universidade francesa, fluente em 4 idiomas e com boa experiência na àrea de turismo. Pois bem, ela arrumou um trampo numa empresa de receptivo em Paris, ok, sentiu-se contente pois estava trabalhando, afinal a crise aqui ainda "ta pegando". Então ela atendia muitos turistas dos mais diversos lugares e vendia os passeios da melhor forma: falando na lingua que eles mais compreendiam, dentre estas: inglês, espanhol ou português, além do francês, claro. Os brasileiros ficavam particularmente felizes ao comprar um pacote com ela, afinal, ela é brasileira e sabe como é, brasileiro adora encontrar um conterrâneo em suas viagens de lazer. Ocorre que Karina levou um baita pito da colega mais antiga na empresa pq ela estava falando muito português com os brasileiros. Segundo a fulana, Karina deveria fazer com que os brasileiros tentassem falar francês ou senão, partissem para o espanhol. What??? ... Exercicio de paciência nro 3: compreenda que as pessoas são inseguras e acham q vc pode estar falando delas ou conspirando algum plano, talvez maligno. As vezes podem até ter tido infâncias dificeis, ou sofrem de paranoia, mas deixe-as pra la, elas ja sofrem sozinhas. A Karina não trabalha mais la, por essa e outras parecidas.

- no aniversario do meu marido saimos para jantar e em seguida tomar um drink num bar, desses que tem mesinhas na rua. O lugar estava cheio, mas conseguimos lugar numa dessas mesinhas da rua, legal! Escolhemos nossas bebidas e vendo que a garçonete estava numa correria so, se dirigindo para dentro do bar, meu marido perguntou para ela se ela atendia ali fora também ou se ele deveria fazer o pedido no balcão. A pergunta foi simples, talvez rapida demais, mas a moça não gostou: "não gostei do modo como vc me perguntou, então não vou atender vcs, se quiserem vão até o balcão!" Como, filha??? ... Exercicio de paciência nro 4: Por mais dificil que seja, tente entender o que ha por tras de atitudes como essa: eu refleti e cheguei a conclusao de que ela iria chutar o balde e sair do emprego que odiava, por isso estava sendo malcriada com os fregueses. Eh uma, né?

Gente, ou é isso ou o pessoal aqui é... o contrario de redondo, o sinônimo de pelo pubiano, ou algo do gênero. Haja paciência!!!
Bisous et a bientôt!

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

A polêmica da vacina


Desde que o inverno começou, trazendo a gripe A e sua vacina, uma outra figurinha veio mais atras, acompanhando a patotinha: a polêmica. Desde que cheguei aqui na França, pude perceber que meus anfitriões adoram esta palavrinha! Tudo o que acontece (ou deixa de acontecer) por aqui é analisado, discutido e revisado, pros e contras são pesados e depois se vê no que da. Encaro isso como caracteristica de uma sociedade critica e civilizada, que por fim, adora um debate!

Mas como deixar de ser sensivel a uma questão tão delicada como nossa saude? A campanha de vacinação começou povoada de duvidas e com postos de vacinação vazios. No inicio, ninguém queria tomar, afinal, muitas respostas ainda faltavam sobre a vacina e seus efeitos. Como tomar um medicamento forte sem saber ao certo suas possiveis complicações? Hoje, o que sabe-se é que a vacina pode conter o avanço de uma epidemia, que existe mais de um tipo de vacina, sendo um deles um pouco mais "seguro" que o outro e... praticamente so! De resto, vamos saber a medida que as pessoas forem tomando... se daqui alguns anos o povo que tomou começar a desenvolver certos efeitos colaterais, certas doenças, a coisa podera ser associada a vacina... ou sera encarada como mera coincidência! Mas, tendo ela sido criada ha pouco tempo, testada rapidamente e aplicada no povão logo em seguida, nã ha como saber nada agora. A decisão sera de cada um: tomo ou não tomo? Tudo depende de nos, no final das contas somos responsaveis por nossa vida e não ha garantias!

A ministra da saude ja foi a tv mil vezes falar da vacina e convenceu muita gente a tomar, resultado disso foram as enormes filas de espera que se formaram e se formam ainda hoje nos postos. Ela não quis alarmar a população, apenas disse que a gripe pode ser mortal e horrivel, que se pega facinho e tal, seria melhor tomar (ajudando tbém a dar fim nas 90 milhões de doses compradas), mas "ca-um, ca-um", você decide e ainda assina um termo no posto de vacinação dizendo que sera responsavel por esta decisão, aconteça o que acontecer!!! Agora, é ou não é motivo pra duvida?

A campanha esta acontecendo por etapas, primeiro tomaram os mais sucetiveis a doenças, como os que tem a imunidade comprometida, depois as gravidas, os velhos e as crianças e por fim, a galera da geral. Mesmo ja tendo recebido meu "bon de vacinacion", vou aguardar mais um pouco, to no segundo time, mas ainda to na duvida.

Bisous e a bientôt!

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Loisirs Créatifs

No domingo retrasado, dia feiosinho e frio, resolvi sair de casa para me distrair. Marido trabalhando, nada de bom na TV, fui conferir a feira que acontecia em Porte de Versailles entitulada de "Loisirs Créatifs".
Loisir Créatif é o que conhecemos por artesanato ai no Brasil. Bom, como eu sou dona-de-casa no momento, comecei a fazer uns trabalhinhos artesanais pra minha baby Sofia, que chegarà em março. Como não tenho paciência para costura, nem posso me aventurar muito na cozinha (meu combinado forno e microondas me limita um pouco e depois eu acabaria comendo tudo), achei legal fazer aquelas caixinhas decoradas com papel de seda estampado, ou guardanapos bonitos, numa técnica que se chama "decoupage". Comprei umas pecinhas e iniciei um quadrinho pra ela, ainda não terminei, mas gostei de brincar disso!
Então, a feira caiu como uma luva naquele domingo chatinho. Chegando la, um tapete pink fazia as vezes de tapete vermelho e por ai ja vi que o negocio era bem "de menina" mesmo! Os stands eram um mundo de criatividade e detalhes que me deixaram quase maluca! Comecei a visita pelo corredor dos tecidos para "patchwork", olha... nunca pensei que existissem tantas estampas no mundo! Cada tecido mais lindo que o outro, cada estampa mais delicada que a outra, cada combinação para "patchwork" mais legal que a outra! Coisas lindas, feitas à mão, colchas, quadros, panos para decorar a parede, bolsas, bonecas e muitos outros objetos...
Depois dali, havia a parte dos "scrapbooks", que são aqueles albuns de fotografias bem decorados com colagens, fitinhas, adesivos, estrelinhas, corações, desenhos, etc, etc, etc, etc e etc... isso não fez muito a minha cabeça, mas fiquei fascinada pela criatividade, pelas cores e pelos materiais.
Ao fundo do pavilhão, vàrios cursinhos rapidos aconteciam, não participei de nenhum, pois não havia feito inscrição antecipadamente e mesmo assim todos eram ministrados em francês, eu ficaria boiando um pouco...
Continuei pelos corredores olhando tudo, até chegar a parte da "decoupage" e contente, comprei umas coisinhas para continuar meus trabalhinhos. Pena que aqui na França é tudo muito caro, a gente mal pode ter um hobby, credo!
Enfim, gostei muito de ter ido, fiquei realmente "enchanté" com a criatividade e beleza de tudo que vi la! Seguem algumas fotos:











Bisous e a bientôt!!!
OBS: clicando na foto, ela fica maior.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

De volta

Ai, abandonei meu blog, né? Que coisa feia... Em julho escrevi o ultimo post, credo! Bom, vamos la.
De la pra ca também não aconteceram grandes eventos na cidade, coisas que merecessem mesmo algum destaque. A vida na França é um tanto quanto boring, posso dizer. Não que eu não faça nada de interessante, mas, quando as coisas vão caindo na rotina, mesmo as novidades parecem corriqueiras. Lembro bem de uma ocasião em que minha prima Vivi, que na época morava em Londres, me disse assim que eu cheguei la para morar uns tempos, em 2000: "anota tudo que achares legal, pois do contrario, as coisas vao ficando corriqueiras e caso queiras levar (ou contar) alguma coisa de volta pro Brasil, vais acabar te esquecendo". E olha, é a mais pura verdade! Quando a gente chega num lugar novo (pra morar), ficamos maravilhados com tanta novidade! A não ser que o lugar seja extremamente sem graça, mas mesmo assim tem sempre uma ou outra coisa remarcavel. Depois de um tempo, a vida cai na rotina e coisas como, sei la, macarrons, 365 tipos de queijos, pont neuf, patisseries e boulangeries, champs-eliséee, tudo passa a ser corriqueiro... é verdade! Diga se não, quem esta em Floripa, por acaso olha a praça XV de boca aberta cada vez que passa por la?
Apesar de tudo isso, Paris é incrivel e bela, por isso fiquei duplamente feliz quando recebi meus pais aqui em outubro - e antes meu padrinhos, em setembro! Estava morrendo de saudades da familia e sabia que eles iriam gostar muito da cidade, com tanta coisa legal pra se ver, parece até que era eu chegando aqui de novo, redescobrindo tudo e tirando fotos! Fizemos muitos passeios, levei-os a lugares que ja conhecia e também conhecemos outros juntos, passamos dias super legais! Como gostei de visitar o Musée D'Orsay, que nunca tinha ido, achei incrivel! E passear de carro por Paris, é super! Fomos a Versailles, quanta historia na forma de objetos antigos. Fomos a Giverny, onde fica a casa em que Monet viveu, incrivel ver as paisagens dos famosos quadros que ele pintou ali, ao vivo! Andamos de monte, prestando atenção em cada canto diferente, antigo, surpreendente! E No fim do dia era bom saber que eu iria pra minha casinha, descansar num ambiente ja conhecido e aconchegante, montar meu sofa-cama e ficar la, vendo a tv francesa com legenda pra captar melhor as noticias do dia a dia, aquelas bem corriqueiras! O vidinha!!!
Bissous et a bientot!

terça-feira, 28 de julho de 2009

Le Tour de France






O peloton

Domingo passado Paris estava em festa! Quer dizer, menos Sarko e Carla (olha eu, que intima), ja que ele sentiu-se mal e foi pro hospital no fim de semana... parece que ja esta bem. Mas o povao nem deu muita bola, estava animado, o dia era de sol e a estapa final do Tour de France chegava a Paris.
Eu e Jami, "arrozes" das festas populares da cidade, fomos la conferir, desta vez mais de perto do que da ultima vez (no 14 de julliet), quando ficamos a quilometros de distancia.
A cidade, como tenho notado nestas comemoracoes, reforca seu policiamento de gendarmes, fecha algumas ruas e cerca outras, tudo muito organizado, mas nos faz andar pra la e pra ca ate achar um lugar que consigamos ver alguma coisa. Enfim, achamos um canto e Jami tirou algumas fotos.
A chegada, infelizmente nao vimos, so "ouvimos" porque simplesmente nao dava pra chegar mais perto... como disse, o povo estava la em peso. Quem ganhou a corrida geral individual foi o espanhol Alberto Contador e das equipes, a Astana - de Contador - tambem levou a melhor! Uepa!


A organizacao, os gendarmes, os carros de apoio e o onibus decorado

Bisous e a bientot!

sexta-feira, 24 de julho de 2009

14 de julliet de 2009


Ela, bela, iluminada e colorida!

Foi numa terca-feira, dia lindo e ensolarado, que caiu o "Feriado Nacional", um dos mais importantes e festejados aqui na Franca, tambem conhecido como "A Queda da Bastilha".
Como todos os anos, haveria o tradicional desfile militar e as demais festividades do dia, entao eu e o Jami ja haviamos nos preparado para sair de casa cedo para ver tudo de perto.
Bom, acordamos por volta das 8 horas e depois de tomarmos cafe, banho e nos arrumarmos, fomos em direcao a Champs Elisee, onde aconteceria o desfile. Chegando la, como muitas das estacoes ja estavam fechadas, tivemos que descer em uma das que restavam abertas com mais um montao de gente, todos saindo a passo de tartaruga. Um sufoco! Mas enfim, saimos da estacao e ja estavamos na Champs. Para quem conhece, sabe que a avenida eh larga, grande, extensa. Mas ja estava totalemente tomada de franceses patriotas que se plantaram la desde a madruga e de turistas curiosos dispostos a bater os melhores flashes, dos melhores angulos. Tinha gente (bastante) com escada, gente empoleirada nas arvores, gente em cima dos canteiros estragando as florzinhas, em cima dos bancos e mais uma multidao que so conseguiria ver alguma coisa se tivesse mais de 2 metros de altura. Eu, com todo meu tamanho, ja estava conformada em ver tudo pela tv depois, estava ali pela festa mesmo. O Jami ate que tentou, mas tambem nao conseguiu ver muita coisa. Por um momento, conseguimos ficar num lugar mais alto e ver, laaaaa, bem pequenininhos, os soldados marchando. Foi bonito, viu, todos bonitinhos, um do ladinho do outro, pareciam ate de brinquedo. De perto mesmo, vimos a cavalaria e seus soldados suando em bicas, a espera do momento de entrar na "passarela".
Resolvemos aproveitar o dia ensolarado e passear pelas margens do Sena, ai sim, uma beleza! De la vimos os helicopteros, os avioes e ate os paraquedistas saltando (nao sei onde pousaram)... E tambem vimos os soldados fazendo fila para entrarem nos onibus que os levariam de volta a seus quarteis, inclusive os soldados indianos, do pais homenageado, que estavam pousando para mil fotos, no maior estilo Bollywood de ser!
Voltamos pra casa para almocar e a noite, retornamos para ver a queima de fogos na Torre Eiffel, tambem chamada de "La Dame de Fer" por aqui. Olha, muito lindo! Luzes, projecoes, fogos, efeitos especiais fizeram o publico imenso aplaudir, ate mesmo uns americanos que estavam atras de nos e diziam: ohhh, oouuuhhhh, woouuuww!!! Digo isso porque, em materia de show pirotecnico e efeitos especiais, vamos combinar que eles sao quase imbativeis...
Entao foi isso, passei um 14 de julliet em Paris, fiquei contente de ter visto uma festa popular tao animada, tao concorrida e por que nao dizer, tao bonita e apreciada pelos turistas e por um povo que me parece bem patriota.
Seguem as fotos do dia:

Show aereo dos helicopteros/ Era multidao que nao acabava mais

Soldados prontos para entrar no onibus / Indianos estrelas do dia

Bisous e a bientot!